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I.E.Q. Ibaté (SP) - Seminário Br Vivas - Tiago Dreslerasas

Lições Biblicas


A mulher samaritana
Enquanto os seus discípulos sabiam ler o tempo propício para o plantio e a sega deste mundo ( Jo 4:34 ), Jesus estava ‘vendo’ os campos brancos para a ceifa do Pai. Desde aquele momento, em que Cristo estava se manifestando ao mundo ( Gl 3:23 ),os ceifeiros já recebiam o seu salário, e a colheita para a vida eterna já havia iniciado, e ambos, o semeador e ceifeiro, estavam regozijados pela obra realizada (v. 36).


“Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta!” ( Jo 4:19 )

O evangelista João deixou registrado que tudo o que escreveu tinha por objetivo levar os seus leitores a crerem que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus vivo, e crendo, tivessem vida em abundância “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” ( Jo 20:31 ).
Em especial, há na história da mulher samaritana elementos que demonstram que Cristo é o Filho do Deus vivo, o Filho de Davi prometido nas Escrituras.
O evangelista João deixou registrado que, quando Jesus verificou que os fariseus haviam ouvido que Ele operava muitos milagres e que batizava muito mais que João Batista, deixou a Judeia e dirigiu-se para a Galileia ( Jo 4: 2-3), e que teve que passar por Samaria ( Lc 17:11 ).
Jesus foi a uma cidade de Samaria chamada Sicar, cujo território era uma herdade que Jacó deu ao seu filho José ( Jo 4:5 ). O local onde Jesus foi em Sicar possuía um poço perfurado por Jacó.
O evangelista evidencia a humanidade de Jesus ao descrever seu cansaço, fome e sede. Ao mencionar que seus discípulos foram comprar comida, dá-nos a entender que Jesus precisa se alimentar, que se assentou porque estava cansado e, ao solicitar à mulher samaritana água, fica implícito que estava com sede.
Embora a tônica da abordagem do evangelista não tenha sido de demonstrar que o Senhor Jesus estava com sede de água, pois o que ficou evidente foi a sua necessidade de anunciar as boas novas do reino à mulher, fica explicito que Jesus veio em carne ( 1Jo 4:2 -3 e 2Jo 1:7).
Jesus se assentou junto ao poço de Jacó, perto da hora sexta (meio-dia) ( Jo 4:6 e 8 ), momento em que uma mulher samaritana chega junto à fonte para tirar água (nomear alguém pelo nome da cidade era desonroso, pois demonstrava que tal indivíduo não pertencia à comunidade de Israel), e foi abordada pelo Mestre que lhe dirigiu a palavra dizendo: - Dá-me de beber ( Jo 4:7 ).
A atitude do Senhor para com a samaritana (solicitar água) trouxe à tona o que todo homem e mulher possuem de mais nobre: a razão, o raciocínio ( Jó 32:8 ).
Obrigatoriamente a mulher formulou uma questão com base em uma gama de conhecimento prévio. Ela não formulou o pensamento mais brilhante da humanidade, mas trouxe a lume uma questão importante para aquela mulher e para o seu povo: - Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? ( Jo 4:9 ).
Os samaritanos eram discriminados pelos judeus, mas Jesus, apesar de ser Judeu, não deu importância a esta questão, antes a mulher serviu muito bem ao propósito d’Ele naquele momento.
Na pergunta, a mulher destaca que era mulher e ao mesmo tempo samaritana, ou seja, que havia um impedimento duplo àquele homem que, aparentemente, deveria ser mais um judeu zeloso da sua religiosidade.
Muitos questionamentos surgiram na cabeça da samaritana, pois Jesus ignorou práticas e regras pertinentes ao judaísmo ao solicitar água. – Será que ele não percebeu que sou mulher e samaritana? Será que ele beberá da água que eu lhe der sem receio de se contaminar? 

O Dom de Deus
Depois de despertar o raciocínio da samaritana, Jesus estimula ainda mais o interesse da mulher: - Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
A mulher samaritana não alcançou de imediato a excelência das palavras de Cristo, pois ela não possuía experiência na verdade "Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal" ( Hb 5:14 ).
Se a samaritana tivesse a mente exercitada na verdade não faria a pergunta: - Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? Pela argumentação, dá para perceber que a Samaritana se foca na impossibilidade de alcançar água sem os meios necessários, porém, não contestou o que Jesus afirmou sobre possuir água viva.
Não considerando a argumentação inicial de Jesus acerca do dom de Deus, ela analisou: - És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?
Oferecer uma alternativa de água sem ser a água do poço de Jacó fez parecer à samaritana que aquele judeu desconhecido era, no mínimo, presunçoso, pois se colocou em uma posição superior à de Jacó, que deixou o poço como legado aos seus filhos e, que naquele momento, provia a necessidade de muitos samaritanos.
As questões seguintes precisavam de respostas: - Tu não tens com que tirar água e o poço é fundo! Onde tens água viva?
Mas Jesus estava trabalhando para que o “ouvir” daquela mulher fosse despertado pela palavra de Deus, pois sua proposta dava a conhecer que Ele era, de fato, superior ao próprio pai Jacó.
É neste ponto que estava a deficiência de conhecimento da samaritana, pois se ela conhecesse quem era Jesus, concomitantemente conheceria o dom de Deus, pois Cristo é o dom de Deus.
Se ela conhecesse quem era que pedia: - Dá-me de beber, saberia que Ele era maior que o pai Jacó, saberia que Cristo era o descendente prometido a Abraão em quem todas as famílias da terra seriam bem-aventuradas ( Gn 28:14 ).
Se ela conhecesse quem era o Cristo, veria que através da água que Cristo estava oferecendo, de fato e de direito ela se tornaria um dos filhos de Abraão. Se ela conhecesse a Cristo, veria que os filhos segundo a carne não são os filhos de Abraão, e sim os filhos da Fé, a descendência do último Adão (Cristo) que estava se manifestando ao mundo ( Gl 3:26 -29; Rm 9:8 ).
Se ela conhecesse a Cristo, veria que apesar de fazer parte entre os últimos poderia tomar parte entre os primeiros, pois através do Descendente é possível a todos os povos serem bem-aventurada como o crente Abraão ( Mt 19:30 ).
Se ela conhecesse Aquele que pedia de beber e que estava lhe oferecendo água viva, veria que Ele é o dom de Deus, pois é Cristo que dá vida ao mundo ( Jo 1:4 ). Ela veria que Ele é o sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, por quem todos os homens, de qualquer tribo ou língua, podem oferecer dons e serem aceitos por Deus “Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o SENHOR Deus habitasse entre eles” ( Sl 68:18 ).
Deus deu testemunho da oferta (dons) que Abel oferecera por causa daquele que subiria ao alto levando cativo o cativeiro, o sumo sacerdote constituído por Deus sem principio e fim (eterno) de dias ( Hb 7:3), que ofereceu-se a si mesmo como Cordeiro imaculado a Deus, e só através d’Ele os homens são aceitos por Deus ( Hb 7:25 ).

As necessidades diárias
A pergunta da mulher: - És tu maior que o nosso pai Jacó?, foi pertinente, porém, ainda não lhe permitia identificar quem era aquele homem que lhe pedia água da fonte de Jacó e, ao mesmo tempo, ofereceu água viva “Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” ( Jo 4:14 ).
É de se estranhar que a mulher samaritana, que teve um pensamento elaborado ao perceber que Jesus estava dando a entender ser maior que o pai Jacó, tenha aceitado a proposta d’Ele, que possuía uma água que impediria de ter sede, no entanto pedir-lhe água junto ao poço de Jacó.
A proposta de Jesus era clara: ‘Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede’, e para que ele queria água, se tinha água superior?
A mulher se interessou pela oferta de Jesus, porém o seu entendimento estava turvado.
O que levou a mulher a querer da água que Jesus lhe oferecera, mesmo estando o Mestre com sede?
A resposta encontra-se no pedido da samaritana: - SENHOR, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la. Em nossos dias é quase inimaginável o trabalho que aquela mulher tinha para adquirir um pouco de água. Era a hora sexta quando a mulher fora buscar água para suprir as suas necessidades básicas.
Enquanto em nossos dias o que muitos entendem por básico, essencial, é diferente do que aquela mulher necessitava, é possível dimensionar o quanto aquilo que o homem entende por essencial turva o raciocínio. Se o que é essencial compromete o entendimento quanto ao proposto no evangelho, que se dirá dos negócios desta vida?
Um homem que a mulher samaritana não conhecia pediu água e, agora oferecia uma água com propriedades inimagináveis: saciaria sua sede de modo a não mais necessitar beber água novamente.
Quando a mulher demonstrou interesse pela ‘água viva’, Jesus lhe disse: - Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu: - Não tenho marido. Jesus respondeu: - Disseste bem: Não tenho marido; Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.
Observe que Jesus não emitiu um juízo de valores sobre a condição da mulher, pois Ele mesmo disse que a ninguém julga segundo a carne, pois Ele não veio julgar o mundo, mas salvar ( Jo 8:15 ; Jo 12:47 ).




      A mulher do fluxo de sangue



Ela considerou em seu coração que bastava tocar na orla das vestes de Jesus que seria curada, porém, como aproximar-se de Jesus sem contaminar a multidão? E o que faria a multidão se descobrisse que uma mulher imunda havia saído no meio do povo, e deliberadamente tocou e se esbarrou em todos? "Ou, quando tocar a imundícia de um homem, seja qualquer que for a sua imundícia, com que se faça imundo, e lhe for oculto, e o souber depois, será culpado" ( Lv 5:3 ).

“E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava. E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue, e que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior; Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste. Porque dizia: - Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei. E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal. E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes? E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera. Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal” ( Mc 5:24 -34)

O que há de tão importante no milagre da mulher com um fluxo de sangue que levou três evangelistas a narrarem o milagre? No que implicava uma mulher sofrer hemorragia constante àquela época? Como dimensionar a fé em Cristo daquela mulher?
Em primeiro lugar é essencial deixar registrado que os milagres narrados pelos apóstolos têm a função precípua de levar os homens a crerem que Cristo é o Filho de Deus “Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” ( Jo 20:30 -31).
Marcos e Lucas registraram que a mulher já havia gasto todos os seus bens com médicos, porém, não puderam curá-la ( Mc 5:26 ; Lc 8:43 ).
Já os evangelistas Mateus e Marcos destacam que uma mulher sofria de hemorragia há doze anos e, ao ouvir falar de Jesus, passou a acreditar que, se somente tocasse em suas vestes haveria de ser curada “Porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar a sua roupa, ficarei sã” ( Mt 9:21 ).
Porém, havia um entrave: A mulher por ter um fluxo de sangue, pela lei de Moisés era considerada imunda "Também a mulher, quando tiver o fluxo do seu sangue, por muitos dias fora do tempo da sua separação, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua separação, todos os dias do fluxo da sua imundícia será imunda, como nos dias da sua separação" ( Lv 15:25 ).
Ela considerou em seu coração que bastava tocar na orla das vestes de Jesus que seria curada, porém, como aproximar-se de Jesus sem contaminar a multidão? O que faria a multidão caso descobrisse que uma mulher imunda havia saído em meio ao povo e tocado deliberadamente em todos que ela esbarrava? "Ou, quando tocar a imundícia de um homem, seja qualquer que for a sua imundícia, com que se faça imundo, e lhe for oculto, e o souber depois, será culpado" ( Lv 5:3 ). Como aquela mulher sairia de casa, se os vizinhos que sabiam daquela doença podiam recrimina-la por causa da lei? O que fariam os religiosos se a descobrissem no meio da multidão?
Além do sofrimento físico e da desesperança, a mulher do fluxo de sangue não podia participar das festas religiosas. Ela não podia ficar fora do templo junto com as outras mulheres e nem ir a sinagoga ( Lv 15:25 -33). Ela tinha que permanecer confinada e isolada! Não podia relacionar-se com as pessoas, nem mesmo com os seus familiares, pois tudo o que ela tocava tornava-se imundo!
Embora ciente dos riscos de ser surpreendida, a mulher entrou no meio da multidão e, ao chegar por trás, tocou na orla das vestes de Cristo e, imediatamente, ficou sã. Foi quando Jesus perguntou: “Quem é que me tocou?” ( Lc 8:45 ).
Como deve ter ficado apreensiva a mulher quando foi descoberto o seu ato de tocar nas vestes de Cristo! - Será que Jesus vai me recriminar por ter saído em meio a multidão sendo imunda? O que dirão os seus discípulos e a multidão? Será que todos ali presentes serão concitados a se recolherem em casa para cumprirem o tempo determinado na lei para a purificação? "Ordena aos filhos de Israel que lancem fora do arraial a todo o leproso, e a todo o que padece fluxo, e a todos os imundos por causa de contato com algum morto" ( Nm 5:2 ).
Enquanto as questões se avolumavam na mente da mulher, Jesus continuava a perguntar:“Quem é que me tocou?” ( Lc 8:45 ). A multidão continuou negando e, Pedro juntamente com o outros discípulos tentaram dissuadir a Cristo argumentando: “E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou?” ( Lc 8:45 ).
Jesus, porém, continuou a olhar entre a multidão para ver quem havia lhe tocado! No verso 33 de Lucas 8 fica nítido o quanto ela considerou antes de revelar-se, pois, sabia que havia contrariado a lei indo até Jesus em meio a uma multidão.
A mulher ciente do que havia ocorrido, com medo e tremendo, aproximou-se, prostrou-se diante de Cristo e disse toda a verdade.
Foi quando Jesus lhe acalmou ao dizer: “Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal” ( Lc 8:48 ).
Por causa da fidelidade de Cristo Jesus, que honra aqueles que n’Ele confiam, a mulher foi: salva, recebida por filha, curada do fluxo de sangue e despedida em paz. Toda a confiança surgiu quando a mulher simplesmente ouviu falar de Jesus “Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste. Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei” ( Mc 5:27 -28).
A confiança desta mulher nos ensina que Jesus é a água viva, fonte inesgotável, pois qualquer imundo que tocá-lo é limpo da sua imundície “Porém a fonte ou cisterna, em que se recolhem águas, será limpa...” ( Lv 11:36 ).
Através dela somos ensinados que Cristo é a semente incorruptível, o Verbo encarnado, pois até mesmo os cadáveres que sobre Ele caírem tornam-se limpos “E, se dos seus cadáveres cair alguma coisa sobre alguma semente que se vai semear, será limpa” ( Lv 11:37 ).
A confiança não surge do sofrimento, ou das mazelas diárias, antes tem origem na palavra da verdade. Ele passou a confiar a partir do momento que ouviu acerca de Cristo (v. 27). Quando ela ouviu acerca d’Ele e refletiu (v. 28), foi tomada de confiança que superou todos os medos (v. 33).
Se ela não tivesse ouvido acerca do Cristo, jamais teria confiança, pois a fé vem pelo ouvir e, o ouvir pela palavra de Deus ( Rm 10:17 ). Ao ouvir acerca daquele homem, ela foi invadida por uma confiança tal que considerou que, se tão somente tocasse nas suas vestes seria curada.
A confiança que ela depositou em Cristo era diferente da confiança que tivera nos médicos. A confiança nos médicos levou-a a gastar tudo o que possuía, mas a confiança em Cristo levou-a a desafiar as suas próprias crendices, as disposições da lei e a religiosidade: aquele homem tinha poder para sará-la daquele mal.
Se a noticia acerca de Cristo não houvesse operado uma transformação (metanóia) no modo de pensar da mulher, jamais ela iria intencionalmente tocar em Jesus, pois estaria presa ao pensamento de que poderia contaminá-lo.
Após apresentar-se prostrada aos pés de Cristo diante da multidão, e tendo declarado a sua intenção e confiança, Jesus lhe disse: “Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal” ( Mc 5:34 ).
O que salvou a mulher? A ‘confiança’ dela ou a ‘fé que se tornou manifesta’?
Ora, sabemos que quem salvou a mulher foi Cristo, pois ele é a fé que havia de se manifestar"Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar" ( Gl 3:23 ). Antes de Cristo ser anunciado ela confiava na lei, e a confiança dela não podia salvá-la, nem do pecado e nem da enfermidade, porém, quando ela confiou em Cristo, o dom de Deus, ela foi salva da condenação herdada de Adão e foi curada da enfermidade física "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus" ( Ef 2:8 ); "Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva" ( Jo 4:10 ).
Uma coisa é certa: ‘confiança’ a parte da fé, que é Cristo, não salva. Confiar nos médicos, na lei, na religiosidade, etc., nada produz, mas diante da fé manifesta, que é dom de Deus, se o homem confiar será salvo.
O homem é justificado por Cristo, a fé que havia de se manifestar, a fé que uma vez foi dada aos santos “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” ( Rm 5:1 ); “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” ( Rm 3:28 ).
Aquele que confia no Verbo que se fez carne, o autor e consumador da fé, tem a vida eterna, pois a confiança advém da palavra de Deus, que é firme e permanece para sempre “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” ( Jo 3:36 ).
A crença da mulher lhe salvou porque ela creu naquele que tem poder para justificar o ímpio, ou seja, a crença dela lhe foi imputada como justiça, assim como ocorreu com Abraão “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” ( Rm 4:5 ); "E creu ele no SENHOR, e imputou-lhe isto por justiça" ( Gn 15:6 ).


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